A Gripe no Brasil
Campanha de vacinação para idososVacinação de grupos de riscoVigilância da gripe no BrasilCampanhas de vacinação para idosos
Desde
1999, o Brasil realiza campanhas nacionais de vacinação contra o
vírus influenza para a população idosa. Estas campanhas ocorrem no
outono (Abril-Maio) e duram em torno de 2 a 4 semanas. A cada ano,
as
coberturas vacinais (proporção da população-alvo que recebe a
vacina) superam a meta estipulada, variando de 72% em 2000 a
84,22% em 2006. A adesão da população a vacinação é observada pelo
aumento do
número de municípios com cobertura vacinal adequada (88,43% em 1999 e 95,42% em 2005).
Além da população idosa, outros grupos populacionais são também contemplados pela vacinação de
rotina contra influenza no País, durante todo o ano: os povos indígenas a partir de seis
meses de idade, os trabalhadores de saúde e a população carcerária.
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da SaúdeVacinação de grupos de risco
A vacina contra influenza também está disponível nos
Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais
- CRIE, em vários pontos do país, para pessoas consideradas de maior
risco para a doença e suas complicações, em decorrência de patologias
de base: cardiopatias, nefropatias, diabetes mellitus
insulinodependente, cirrose hepática, hemoglobulinopatias, portadores
de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), imunocomprometidos
(transplantados, pacientes em tratamento de câncer, asmáticos,
portadores de HIV e miopatias).
A vacina é ofertada ainda para
familiares que estejam em contato com os pacientes anteriormente
mencionados. Ressalta-se nesses casos que a indicação ocorre por
prescrição médica e a demanda é espontânea nesses centros.
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da SaúdeVigilância da Gripe no Brasil
A
gripe (ou influenza) não é uma doença de notificação compulsória, isto
é, não faz parte da lista de doenças que os médicos devem relatar ao
Ministério da Saúde.
Assim, a vigilância da gripe é feita com
base em unidades sentinelas, isto é, por um conjunto de postos de saúde
espalhados pelo país que relatam semanalmente, o número de atendimentos
realizados por causa de síndrome gripal. Nestas unidades sentinelas,
amostras de secreção da nasofaringe também são obtidas e analisadas
para identificação dos principais vírus responsáveis por infeccções
respiratórias agudas na população.
Os levantamentos realizados
entre 2000 e 2005, mostram que o principal vírus responsável pelo que
chamamos de gripe é o virus Influenza A (81%), seguido do virus
Influenza B (18.7%). Outros vírus que também geram sintomas compatíveis
com a gripe são o virus sincicial respiratório (29.3%), adenovirus
(17%) e parainfluenza (16%)
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde